Desportiva eliminada nos penáltis

No arranque dos quartos de final da Taça da Liga, o Braga/AAUM bateu o Fundão após o desempate nas grandes penalidades e garantiu a sua presença numa das semifinais da prova. No final dos quarenta minutos as duas equipas terminaram empatadas a uma bola.

Entrou mais pressionante a equipa beirã, colocando desde cedo muitas dificuldades aos minhotos na sua saída para o ataque. Logo nos primeiros segundos, Coelho salvou em cima da linha de baliza um golo ‘cantado’ de Paulinho Rocha. No lance seguinte, Pauleta isolou-se, mas atirou ao lado da baliza defendida por Vítor Hugo, guarda-redes que um minuto depois negou o golo a Pauleta com uma excelente estirada.

Foi contra a corrente do jogo que o Braga/AAUM inaugurou o marcador através de um remate de meia distância de Cássio, num lance em que fica a ideia que o guarda-redes Luiz Gustavo podia ter feito bem melhor para evitar o golo.

Em desvantagem, o Fundão foi obrigado a reagir e manteve o ascendente sobre o adversário, acercando-se mais vezes com perigo da baliza adversária onde estava um inspirado Vítor Hugo que ia negando todas as tentativas dos beirões.

Aos poucos o Braga/AAUM foi sacudindo a pressão, fazendo uso da sua referência de pivot Cássio para ir colocando o adversário em sentido. Nilson esteve perto de ampliar a vantagem dos minhotos, mas pela frente encontrou a oposição de Luiz Gustavo, que fez a ‘mancha’ de forma corajosa, gesto que repetiu pouco depois para negar o golo a André Machado. Na tentativa de pressionar na primeira linha o Fundão ia-se expondo e os pupilos de Paulo Tavares aproveitavam para explorar o espaço nas costas. Foi assim que, perto do intervalo, Rui Silva apareceu isolado, mas acertou no poste depois de picar a bola sobre Luiz Gustavo.

No segundo tempo manteve-se a mesma toada, com o Fundão a assumir as despesas ofensivas, diante de um Braga/AAUM que fazia uso da sua organização defensiva para para depois sair para o ataque com mais critério. A primeira grande ocasião pertenceu aos minhotos, com Tiaguinho a acertar no poste. Pouco depois, a equipa que viajou de Braga enviou a sua terceira bola ao ferro, naquele que seria um autogolo de Eskerda. Nesta fase já havia um equilíbrio no total de ocasiões de golo criadas pelas duas equipas.

À passagem dos vinte minutos o Fundão chegou ao empate, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Mário Freitas e concluído por Paulinho Rocha com um remate de primeira, fora do alcance de Vítor Hugo.

A vitória podia agora pender para cada lado e eram cada vez mais relevantes os detalhes que os técnicos na antevisão referiram como podendo ser decisivos para o desfecho final. Mais fatigada nesta fase, a equipa do Braga/AAUM foi acumulando alguns erros que foram sendo encobertos pelas excelentes intervenções de Vítor Hugo. A três minutos do final, Gui acertou na trave dando uma maior expressão ao desperdício fundanense. Na resposta, Coelho atirou ao lado na conclusão de um contra-ataque, naquela que foi a última verdadeira ocasião de golo antes do final dos quarenta minutos.

A decisão da partida estava assim adiada para as grandes penalidades, onde Mário Freitas foi infeliz ao acertar na trave. Os bracarenses converteram com êxito os três pontapés que dispuseram e garantiram o apuramento.

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